A MONARQUIA E A ARTE

OS ARTISTAS

O HINO COMPOSTO POR D. PEDRO I



AQUARELAS DE D. ANTONIO DE ORLEANS E BRAGANÇA


D. Antônio já expôs, entre outros, no Itaú Galeria de Arte, na Escola Paulista de Arte e Decoração, no Espaço Cultural da Caixa Econômica Federal (CEF), de Campinas; no Palácio de Cristal de Petrópolis e em Brasília. Em 1999, seus trabalhos repercutiram na exposição "A Herança Portuguesa no Brasil Colonial", realizada nas cidades do Porto e de Lisboa, em Portugal. Em 2001, D. Antonio expôs 20 obras na Casa da Cultura em Joinville, tendo doado um dos trabalhos para a Fundação Cultural de Joinville.


ESCULTURA DE D. MARIA DA BAVIERA, CRIANÇA, POR SUA
MÃE, ISABELLE DE CROY




PINTURAS DA PRINCESA "LELLI" DE ORLEANS E BRAGANÇA



SLIDESHOW
Licenciada, desde 1982, em Técnicas Audiovisuais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Pintora, especialista em trompe l'oeil, costuma fazer restaurações de casas e prédios históricos. Sendo conhecida nos meios artísticos como Lelli de Orléans e Bragança ou princesa Lelli de Orléans e Bragança.
Site oficial contendo mais imagens de pinturas e papéis de parede artísticos
http://www.lelliobraganca.com/



OS MECENAS

D. JOÃO VI E PADRE JOSÉ MAURÍCIO



 Em 1808, a chegada da Família Real Em 1808, a chegada da Família Real  Portuguesa Rio de Janeiro muda o panorama artístico da cidade. Padre José Maurício Nunes Garcia cai nas graças do Príncipe Regente D. João VI, grande admirador de música, que o nomeia mestre da Capela Real, recém-criada nos moldes da que existia na corte de Lisboa e formada por músicos locais e europeus. Em 18081, D. João VI condecora-o com o Hábito da Ordem de Cristo, sinal da grande estima que tinha pelo músico. Indicado Mestre de Capela da Corte e arquivista real , teve acesso à importante biblioteca musical da Casa de Bragança que Dom João trouxe consigo, o que contribuiu para sua instrução e para o acesso a uma maior variedade de gêneros musicais trabalhados e ao conhecimento da obra de grandes mestres europeus como Mozart e Haydn. Em 1811 chega à corte Marcos Portugal, o compositor português mais célebre do seu tempo. A fama do recém-chegado leva D. João VI a pôr Marcos Portugal à frente da Capela Real, substituindo Pe. José Maurício. O brasileiro continua, porém, a ser custeado pelo governo e a compor novas obras para a Capela Real. Compôs em 1809 a Missa de São Pedro de Alcântara, em homenagem ao futuro imperador do Brasil, e, em 1816, um Requiem para o funeral de D. Maria I.
Ao todo, Padre José Maurício compôs 26 missas, quatro missas de Requiem, responsórios, matinas, vésperas, um Miserere, um Stabat Mater, um Te Deum, hinos, modinhas e pequenas peças profanas. Antes de sua volta a Portugal, D. João VI presenteou-o com uma tabaqueira preciosa, em sinal de sua estima pelo músico, que tanto protegera, inclusive contra preconceitos de alguns músicos portugueses que não queriam trabalhar com alguém com "defeito de cor", conforme a expressão da época.
(LIGUE O SOM) Abaixo: o Glória da belíssima "MISSA DIAMANTINA"


 D. PEDRO II E CARLOS GOMES


Antônio Carlos Gomes (1836/1896) foi o mais importante compositor de ópera brasileiro. Em 1861, foi cantada, no Teatro da Ópera Nacional, “A Noite do Castelo”, seu primeiro trabalho de fôlego. Constituiu um êxito sem precedentes nos meios musicais do país. O Imperador D. Pedro II, também entusiasmado com o sucesso do jovem compositor, agraciou-o com a Imperial Ordem da Rosa. Como corolário do êxito, foi escolhido para ir à Europa às expensas da Empresa de Ópera Lírica Nacional, conforme contrato com o Governo Imperial. O jovem, comovido, foi agradecer ao Imperador a magnanimidade. Ainda se lembrou de seu velho pai e solicitou para este o lugar de mestre da Capela Imperial. D. Pedro II, enternecido ante aquele gesto de amor filial, acedeu. O Imperador preferia que Carlos Gomes fosse para a Alemanha, onde pontificava o grande Wagner, mas a Imperatriz, Dona Teresa Cristina, napolitana, sugeriu a Itália. Levava consigo recomendações de Dom Pedro II para o Rei Fernando, de Portugal, pedindo que apresentasse Carlos Gomes ao diretor do Conservatório de Milão. “O Guarani” foi a obra que o imortalizou.
Na noite de 2 de dezembro de 1870, aniversário de D. Pedro II, em grande gala, foi estreada a ópera no Teatro Lírico Provisório,no Rio de Janeiro. Ainda estava à espera de sua nomeação para o cargo de diretor do Conservatório de Música, no Brasil. Nesse tempo foi proclamada a República, e seu grande amigo e protetor, Dom Pedro II, é exilado, com grande mágoa para Carlos Gomes.

A MISSÃO ARTÍTICA FRANCESA

A Missão Artística Francesa chegou ao Brasil em março de 1816, com o objetivo de oficializar o ensino das artes e criar uma escola de artes e ofícios na capital do Reino Unido. A corte portuguesa, a pedido do príncipe regente D. João VI, apóia a criação e a vinda da Missão. Chefiados pelo intelectual Joaquim Lebreton , faziam parte da Missão os pintores Jean Baptiste Debret (que veio a ser o pintor oficial do Primeiro Reinado) e Nicolas Antoine Taunay , o gravador Charles Simon Pradier , o escultor Auguste Marie Taunay , os irmãos Marc e Zepherin Ferrez e o arquiteto Grandjean de Montigny. A Missão revolucionou o panorama das Belas-Artes no Brasil introduzindo o ensino superior acadêmico de Artes, incluindo a Arquitetura, além de contribuir com projetos importantes na área de urbanismo e saneamento básico. Os integrantes da Missão executaram também diversos trabalhos para a família real, relacionados às datas e fatos comerativos da monarquia, como as cerimônias de aclamação de D. João VI (1817) e as boas-vindas da futura imperatriz Leopoldina (1817), assim como os festejos para a aclamação e coroação de D. Pedro I em 1822.

"A Vista do Morro de Sto. Antônio" de Taunay 




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