28 janeiro, 2015

RIO DE JANEIRO: SUA FUNDAÇÃO HÁ 450 ANOS

RIO DE JANEIRO: SUA FUNDAÇÃO HÁ 450 ANOS



       Muitos pensam que Nossa Cidade do Rio de Janeiro teria sido fundada em 20/1, porque, de facto, a celebração do Padroeiro S. Sebastião, nesta data, com Missas, Procissões e forrós populares, fazem dos 20 de janeiro uma festividade carioca bem mais alegre!  Mas, há um engano, a cidade foi fundada mesmo em 1º de Marco de 1565 . Como sabemos o Brasil foi “descoberto" em 1500.               Sabemos, hoje em dia, que a palavra " descobrimento" é totalmente inapropriada, pois o Rei D. Manuel I e seu Governo, já sabiam da existência desse Continente Brasílico , há muito tempo, devido a navegadores anteriores a Cabral, portugueses e espanhóis. O Tratado de Tordesilhas é uma prova disso, não se ia fazer um tratado entre Portugal e Espanha, para dividir agua. Divide-se terras. Só não se tinha absoluta certeza da longitude e latitude das terras havidas para o Sul da região Amazônica, porem sabia-se que existiam, tanto que Cabral já levava carta lacrada d'El Rei, para ao chegar na longitude tal e latitude tal, mudar de rumo, "descobrir" oficialmente a Terra de Santa Cruz, com Missas e marcos trazidos de Portuga, e , depois, imediatamente , seguir para as Índias . 
         Logo em seguida o Rei D. Manuel deu inicio a uma série de expedições exploradoras. Uma delas, comandada por Gaspar de  Lemos, logo em 1501 , costeou o Brasil, do Nordeste para o Sul, chegando a uma enorme foz de um rio , que, por estar em janeiro, ele deu nome geográfico de Rio de Janeiro. Mas ainda nada de cidade. Apesar do inicio do século XVI, não conhecer os nossos meios de comunicação modernos, a ânsia por riquezas e novos conhecimentos e terras por colonizar, cristianizar e novidades, e escravos para trabalhar, era tão grande, que,  proporcionalmente aos meios precários de comunicação, as noticias ate' que corriam com certa velocidade. 
      O Continente da Terra de Santa Cruz, rapidamente ficou conhecido de sua existência, não só em Lisboa e Madrid, mas também em Roma, Gênova, Paris, Londres, Amsterdam, Hamburgo e outras cidades importantes politicamente ou comercialmente. A França estava na triste época de guerras entre católicos e huguenotes (assim eram chamados os protestantes franceses). Como os protestantes estivessem em triste posição politica, um grupo deles, enviados pelo próprio Rei de França, Henri III, católico, mas pensando na expansão colonial da França na América, comandado por Nicholas Durand de Villegaignon, parte para o Brasil e se estabelece no fundo da baia de Guanabara, onde, pretendia fundar a França Antárctica que  já se sabia não tratar-se da foz de um rio. 
        Os franceses fazem amizade com o índios  tamoios , uma tribo da Nação Tupi ', pois eram poucos e sabiam que, certamente , os portugueses viriam tentar expulsa-los. O Brasil já tinha passado pela fase das Capitanias Hereditárias (só duas prosperaram. Pernambuco e S. Vicente) e agora havia um Governador Geral, na Bahia, para ajudar ou substituir os Donatários (os primeiros eram como Senhores Feudais, já os substituídos eram funcionários da Coroa) Os Governadores também tiveram suas dificuldades e já não duraram muito: Thomé de Sousa, D. Duarte. da Costa e finalmente Mem de Sá, que resolveu os problemas. Quando soube da invasão francesa no Rio, organizou uma esquadra, com tropa armada e aliou-se a outra tribo da Nação Tupi', os Tamininos', inimigos dos Tamoios ,chefiados por Arariboia dirige-se a Baia de Guanabara e vence os franceses, mas muitos deles , com os Tamoios se refugiam no interior, talvez nos hoje municípios de Caxias, Santa Cruz e Nova Iguaçu. Mem de Sá , não mais os vendo, destrói suas fortificações principalmente o forte Coligny e retorna a Bahia. Sabendo que o problema não estava solucionado escreve ao Rei D. Sebastião I (neto de D. Joao III, que subira ao Trono com 12 anos, porque seu pai havia morrido antes de D. Joao III, e que agora tinha 16, mas era auxiliado por seu tio-avô o Cardeal D. Henrique)  (que viria a ser o Rei D. Henrique II pela morte prematura de seu sobrinho-neto D. Sebastião na guerra contra os mouros). 
       Mem de Sá pede ao Rei que conceda a vinda de seu sobrinho Estácio de Sá, ilustre guerreiro, para ajuda-lo na derrota dos franceses. O Rei autoriza e fornece a Estácio de Sá numerosa tropa. Este vai ver o tio na Bahia, e logo em seguida segue para a baia de Guanabara e, a 1 o de Marco de 1565 funda a cidade de S. Sebastião do Rio de Janeiro (nome do Santo homônimo do Rei) na atual Praia Vermelha, entre os morros Pão de Açúcar e Cara de Cão  e parte para descobrir e atacar os franceses  e  Tamoios que eram muito mais numerosos. Dão-se muitas batalhas, mas Estácio de Sá, vendo a superioridade do inimigo pede a seu tio Mem de Sá e a' Capitania de S. Vicente (S. Paulo) que venham em seu socorro, assim como aos índios Tamininos que estavam no Espirito Santo. 
       O Padre jesuíta, Beato José de Anchieta, vem também e procura e consegue com sua catequese, tornando-se refém dos índios, que os índios Tamoios não  apoiem mais os franceses e assinem a Paz de Ipiroig com os portugueses(é nesta ocasião que ele escreve seu magnifico poema  a Virgem Maria, nas areias da praia: as águas vinham e apagavam os  escritos, mas não conseguiam apagar a memória do Bem-aventurado) .Os reforços chegam e Estácio de Sá transfere a cidade para o morro do Castelo, para ficar mais perto do inimigo ( o Castelo foi por ele construído assim como um Convento para os Jesuítas, que infelizmente não existem mais , derrubados pelo governo republicano, do Prefeito Carlos Sampaio e Presidente da Republica  Epitácio  Pessoa, em 1921) . Finalmente os franceses huguenotes são vencidos, mas o bravo Estácio de Sá morre com uma flechada no olho. Estácio morre em 1567 e seu Senhor e Rei, também intrépido cavaleiro, El Rei D. Sebastião I em 1578, na batalha de Alcácer-Quebir no Marrocos, lutando contra outro tipo de infiéis, que hoje estão dando dor de cabeça ao Mundo Cristão.     


Otto de Alencar Sá Pereira

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