31 outubro, 2012

Palestra sobre D. Amelia no Museu Imperial de Petrópolis

(enviado por Jean Menezes do Carmos)

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30 outubro, 2012

Vídeo de D. Bertrand: curto e brilhante!

D. Bertrand fala sobre a monarquia em geral e sobre qual seria o modelo monárquico brasileiro


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29 outubro, 2012

Dona Christine e Dona Eleonora: Damas da Ordem de Santa Isabel de Portugal


Sábado, dia 27 de outubro de 2012, na Catedral Católica Portuguesa de Roma, na Itália, a Duquesa de Bragança, Dona Isabel, de jure Rainha de Portugal, conferiu a Ordem Real de Santa Isabel à Damas da Realeza e da Nobreza, como forma de reconhecimento ao trabalho filantrópico por elas realizado.  




A Ordem, criada em 1801, pelo então Príncipe Regente Dom João de Portugal, futuro Rei Dom João VI, foi entregue sob a responsabilidade do Grão-Mestrado de Dona Carlota Joaquina em uma homenagem à Rainha Santa Isabel de Portugal. 



Desde então, muitas Senhoras ligadas à Nobreza de Portugal, e Rainhas estrangeiras foram agraciadas pela Ordem, podendo-se atingir a quantia de 26 Damas. Com a proclamação da república em Portugal, o governo provisório extinguiu a Ordem. 








Mesmo no exílio, a Princesa Dona Augusta Victória, esposa do Príncipe Dom Manuel II, utilizava a insígnia da Ordem. 









Em 1986, Dom Duarte, Duque de Bragança, de jure Rei de Portugal, restabeleceu a Ordem em Portugal, tendo, como 9º Grã-Mestra, a Duquesa Dona Isabel de Bragança, sendo hoje uma Ordem honorífica dinástica.  








As homenageadas foram Dona Christine, Princesa de Orleans e Bragança, do Brasil, (nascida de Ligne) e Dona Eleonora  (nascida Orleans e Bragança), Princesa Titular de Ligne, a Grã-Duquesa Maria Teresa de Luxemburgo, a Princesa Margaretha de Liechtenstein e a Princesa Herdeira Margarita da Romênia. 
Os Príncipes Dom Antonio de Orleans e Bragança, o Príncipe Michel de Ligne, irmão e cunhado respectivamente do Chefe da Casa Imperial do Brasil, S.A.I.R. o Príncipe Dom Luiz, o Grão-Duque Henri de Luxemburgo, o Príncipe Jean da França – Duque de Vendôme, o Príncipe Nicholas de Liechtenstein e autoridades também estiveram presentes a prestigiosa cerimônia, que foi seguida de almoço na Embaixada de Portugal.  




Na foto acima vemos a união da Casa Imperial da Bélgica com a Casa Imperial do Brasil: Dona Christine  e seu irmão, o Príncipe  Michel, casados respectivamente com dois irmãos da Casa Imperial do Brasil: D. Antonio e D. Eleonora.


Além de Dona Christine e Dona Eleonora, Princesas do Brasil, a Imperatriz Dona Teresa Cristina, a Princesa Dona Leopoldina (Duquesa de Saxe por casamento), a Princesa Dona Isabel, a Redentora e a Princesa Dona Maria (de jure Imperatriz do Brasil) foram Damas da Ordem de Santa Isabel de Portugal, já a Rainha Dona Maria II de Portugal, nascida Princesa brasileira, e a Imperatriz Dona Amélia do Brasil, na qualidade de Rainha de Portugal, também foram Grã-Mestras da Ordem. 

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24 outubro, 2012

Trasladação dos restos mortais dos Ex-Imperadores do Brasil

Colaboração dos Srs. Antonio Gameiro e Tacisio Collyer, membros do CMRJ


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23 outubro, 2012

Casa Imperial do Brasil no casamento do Grão-Duque Herdeiro Guillaume do Luxemburgo com a Condessa Stéphanie de Lannoy

O destaque de hoje vai para a representação da Casa Imperial do Brasil no casamento do Grão-Duque Herdeiro Guillaume do Luxemburgo com a Condessa Stéphanie de Lannoy: o Príncipe Dom Antonio e a Princesa Dona Christine de Orleans e Bragança. Presentes também o cunhado e a irmã do Chefe da Casa Imperial do Brasil - Dom Luiz de Orleans e Bragança, o 13º Príncipe Titular de Ligne, o Príncipe Michel e a Princesa Dona Eleonora.

Os Príncipes foram prestigiar os parentes, a Família Grão-Ducal do Luxemburgo

O Príncipe Michel e a Princesa Dona Eleonora, nascida Princesa de Orleans e Bragança, Príncipes Titulares de Ligne. O Príncipe Michel (irmão de Dona Christine) é primo irmão do pai do noivo e padrinho de batismo da Princesa Alexandra, irmã do Grão-Duque Herdeiro Guillaume de Luxemburgo.
Fonte: MONARQUIA JÁ

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17 outubro, 2012

"O REGICÍDIO" / EVENTOS EM SÃO PAULO

O Regicídio 


EVENTOS EM SÃO PAULO:


QUINTA-FEIRA, 18 DE OUTUBRO

Encontro do Grupo Monarquia21 para almoço e homeagens ao Imperador Dom Pedro I, 200 Anos da Imperatriz D. Amélia e 190 Anos da Independência.
 Favor escrever para monarquia21@gmail.com
 para informações, reserva de mesa e solenidade.
Link para o evento no Facebook:
https://www.facebook.com/events/530745306940265/

QUINTA-FEIRA - 18 DE OUTUBRO
Saudação dos monarquista de Campinas SP -  CONVITE  PARA  ALMOÇO: O  Instituto Brasil Imperial tem a honra em convidar as Senhoras e Senhores Confrades para o Almoço das Quintas que acontecerá na quinta feira, dia 18 de outubro de 2012, às 12h15min. Comemorações do dia: Dia do Monarquista (15 de outubro), Instituído pelo Instituto Brasil Imperial. · 190 Anos Independência do Brasil. · Aniversário do Senhor Paulo Emanoel de Oliveira Freitas, Secretariado da Pró Monarquia. Fazer reserva antecipada para organização das mesas, valor de R$ 100,00 (tudo incluso). O fotografo J. Reis estará reportando o encontro e as fotos serão disponibilizadas no Studio2002. Local: Casa de Portugal - Av. da Liberdade, 602 - Centro - São Paulo Dados para o depósito no Bradesco: Instituto Brasil Imperial CNPJ: 00649568/0001-38 Agencia: 0134 Conta: 71785-1 em CONTATO E ASSOCIAÇÃO

Link para o Facebook do IBI
https://www.facebook.com/instituto.brasilimperial?sk=wall

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11 outubro, 2012

Beato Carlos da Áustria - Celebrações

Carlos da Áustria nasceu a 17 de Agosto de 1887. Recebeu uma educação expressamente católica e até ao fim da adolescência é acompanhado com a oração de um grupo de pessoas, uma vez que uma religiosa estigmatizada lhe tinha profetizado grandes sofrimentos e ataques contra ele. Daqui teria origem, depois da morte de Carlos, a «Liga de oração do imperador Carlos para a paz dos povos» que, em 1963 se torna uma comunidade de oração reconhecida pela Igreja. Bem cedo cresceu em Carlos um grande amor pela Santa Eucaristia e pelo Coração de Jesus. Todas as decisões importantes eram procuradas por ele na oração. A 21 de Outubro de 1911 esposou a Princesa Zita de Borbon-Parma, tia-avó da Princesa Dona Christine, esposa de D. Antonio de Orleans e Bragança, terceiro na linha de sucessão da atual Família Imperial Brasileira. Nos dez anos de vida matrimonial feliz e exemplar, o casal recebeu o dom de oito filhos. Sobre o leito da morte, Carlos dizia ainda a Zita: «Amo-te sem limites!».
Enquanto se alastrava a I Guerra Mundial, com a morte do Imperador Francisco José, a 21 de Novembro de 1926, Carlos torna-se Imperador da Áustria. A 30 de Dezembro é coroado Rei apostólico da Hungria.
Também esta tarefa é vista por Carlos como uma via para seguir Cristo: no amor pelos povos a ele confiados, no empenho pelo seu bem e no dom da sua vida por eles.
O dever mais sagrado de um Rei - o empenho pela paz - foi colocado por Carlos no centro das suas preocupações no decorrer da terrível guerra. Único entre todos os responsáveis políticos, apoiou os esforços para a paz de Bento XV. O seu comportamento tornou possível no final do conflito, uma transição para uma nova ordem sem guerra civil. Todavia foi banido da sua pátria.
Por desejo do Papa, que temia a implementação do poder comunista na Europa Central, Carlos procurou restabelecer a sua autoridade de governo na Hungria. Mas duas tentativas falharam, uma vez que ele queria em todo o caso evitar que se desencadeasse uma guerra civil.
Carlos é mandado em exílio para a ilha da Madeira. Uma vez que ele considerava a sua tarefa como um mandato de Deus, não pode abdicar do seu cargo.
Reduzido à pobreza, viveu com a sua família numa casa bastante húmida. Por isso adoeceu gravemente, aceitando a doença como sacrifício pela paz e a unidade dos seus povos.
Carlos suportou o seu sofrimento sem lamentações, perdoando a todos aqueles que tinham magoado e ofendido e morreu no dia 1 de Abril de 1922 com o olhar dirigido ao Santíssimo Sacramento. Como recordou ainda no leito da morte, o lema da sua vida foi: «Todo o meu empenho é sempre, em todas as coisas, conhecer o mais claramente possível e seguir a vontade de Deus, e isto da forma perfeita».

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09 outubro, 2012

O Triste Leilão do Paço de São Cristóvão


Enviado por Jean Menezes do Carmo








Sofá de jacarandá e tapeçaria aubusson do Salão dos Embaixadores. Foto do século XIX tirada com a peça já na residência da família Modesto Leal e a escrivaninha de Dom Pedro II, estilo Império. Mogno com ornatos de bronze e tampo de couro. Foto da época.
O grande, imenso e malfadado leilão de arte do Paço de São Cristóvão, feito com os bens da Família Imperial banida pela República, foi realizado entre 8 de agosto a 5 de dezembro de 1890, durando, portanto, 5 meses. Ao todo, foram realizados 18 pregões, incluindo-se os três leilões efetuados na Fazenda Imperial de Santa Cruz. Só para o leitor ter uma idéia do aconteceu, todos os bens leiloados foram avaliados em 190:000$000, quantia que mal dava para comprar dois carros do Imperador, o Monte de Ouro, cujas guarnições eram douradas, e o Monte de Prata, cujas peças eram de prata de lei, comprado na época da Regência, em Londres (1837). 
 A Imperatriz Dona Tereza Cristina Maria de Bourbon falecera na cidade do Porto em 30 de dezembro 1889, 45 dias depois da proclamação da República. Imediatamente foi aberto o inventário dos seus bens, na Capital Federal, pelo procurador de D. Pedro II. Em fins de julho de 1890 os jornais do Rio de Janeiro anunciaram a venda que faria o leiloeiro Joaquim Dias dos Santos, autorizado por alvará do Juiz de Direito da 2ª Vara de Órfãos, dos bens pertencentes à família Real no Palácio da Boa Vista, em São Cristóvão. Com a notícia, começou um grande murmúrio de censura à indiferença do Governo que não se mostrou interessado em adquirir tantas peças e objetos de arte e de história existente no palácio. Pelo contrário, a idéia dos republicanos era de que nada que lembrasse o regime deposto fosse comprado... "Ao algoz, não interessa ver o fantasma da vítima", escreveu Francisco Marques dos Santos.

Na verdade, é bom que se diga que o Governo Imperial tinha mais apoio popular que a "República", proclamada com um certo ar de golpe de estado. A pressa em deportar D. Pedro II embutia o medo que o boníssimo Monarca pudesse comandar uma revolta contra o novo regime, o que de fato aconteceria, se ele quisesse. Mas D. Pedro II não queria derramamento de sangue no país que tanto amava, e foi embora, triste e magoado com a ignominiosa traição. Daí é fácil entender a pressa com que trataram a realização do leilão.
 Antes do leilão, D. Pedro II, cheio de recordações, mandou buscar os objetos que mais estimava: coisas de família, presentes pessoais, quadros históricos e de família. Ainda sem saber que o museu e sua biblioteca da Quinta de São Cristóvão também seriam arrolados, ele escreveu de Paris. Com sua magnanimidade doou seus livros à Biblioteca Nacional e ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro sem nada receber em troca. Das coleções existentes, o ex-Imperador só queria a pequena coleção numismática, sem muito valor porque as moedas de ouro, algumas muito raras, tinham sido roubadas (?), assim como alguns objetos de estimação pessoal. Quanto aos seus papéis, incluindo a correspondência particular, ele queria que lhe fosse entregue. O que fosse de interesse para a história do Brasil e mesmo alguns importantes que se referem à história de Portugal, ele cederia para a biblioteca ou o IHGB. "No entanto - diz Francisco Marques dos Santos -, a propósito de uma coisa que à nação iria pertencer pelo espontâneo patriotismo de seu dono, gastaram muita tinta os prelos e as unhas dos custodiadores do regime que se carcomeu em outubro de 1930".  Na época do leilão o Jornal do Commércio escreveu: "E é por isso que foi para lastimar a precipitação com que o Governo Provisório decretou essa alienação que afinal se mostrou desnecessária".
 Em 8 de agosto de 1890, o mesmo Jornal do Commércio publicou o catálogo do primeiro leilão. Mas, antes de relatar o que ocorreu nesses leilões, é importante reproduzirmos aqui o impressionante relato de Francisco Marques dos Santos, que com maestria deixou para a posteridade o sentimento de perda e desolação existente na época e que ainda indelevelmente persiste:
 "Em seguida ao banimento da família reinante o grande edifício do Paço, imponente na sua simplicidade patriarcal, portas largas e múltiplas janelas cerradas, apresentava uma indizível tristeza, embora os jardins continuassem floridos, houvesse movimento nas ruas da Quinta, no ir e vir das inúmeras famílias que lá habitavam, além dos empregados das coudelarias e abegoaria imperial.
 No portão principal via-se arrancada a coroa imperial, igualmente no portão da Cancela as iniciais P. II e no portão da Estrada de Ferro arrancado o I do conjunto Q.B.V., além da coroa.

Apenas, atestando que ali morara o Imperador, via-se, bem no alto, na platibanda da fachada do edifício: P. II.! Oxalá um dia retorne àquela altura a sigla iniquamente apagada. Lá nasceu e passou os dias felizes de seu longo reinado, o grande brasileiro! Lá é a casa de Pedro Segundo!
 Entre museu e sepulcro era impressão geral da majestosa casa. Os salões fechados, ermos, em meia treva apresentavam desolador aspecto. À medida que os leilões se realizavam foram os móveis deslocados e desaparecendo na voragem para o desconhecido, seguindo o fadário das cousas que erram e sofrem vário destino. No casarão reinava o silêncio. 
 No primeiro andar, à medida que se transpunha as profundas e sombrias salas, pareciam surgir fantasmas de titulares defuntos, ao mesmo tempo que se divisavam objetos impressionantes. Os enormes espelhos semelhavam portas para outros salões paralelos, de maior obscuridade e maior mistério. Retratos de personagens surpreendiam o visitante com irônica indiferença. Sem dúvida, em São Cristóvão havia assombrações...
 Estátuas de mármores avançavam dos cantos em penumbra, em lívidos gestos, estacando logo, ao se deter o olhar sobre elas! Recordaremos o mármore do Menino Adormecido, feito em Milão por Antonio Argenti, artista italiano. Era uma criança entregue ao sono sobre a cadeira, com a cabeça repousando no espaldar. Obra primorosa, de magistral execução! Semelhantemente o Aventureiro Espanhol, a Mulher e a estátua de prata de Pio IX (seguiram para a Europa) e tantas outras que foram vendidas.
 As salas das grandes recepções da coroa ainda armadas, tal qual, com suas mobílias preciosas e as paredes em tapeçaria de vermelho e ouro. Depois da opulenta ante-sala que se atravessava com instintivo respeito - pisando felpudos tapetes, onde todo o rumor de passos se amortecia, - chegava-se à sala do trono. O abandono emprestava-lhe o solene das capelas, dos ambientes votivos. O trono, elegante e simples, em marfim, ouro e esmalte azul, forrado de veludo verde com ramagens e sigla bordada a fio de ouro, sob docel de veludo verde, assento em estrado igualmente de veludo da mesma cor, evocava um grande passado, um regime que trouxera à Pátria tranqüilidade e bem estar.
 Esta sala era forrada por grande tapete aveludado, nela se viam ainda: uma rica mesa oval, de jacarandá claro, envernizado, com finas esculturas, trabalhos de marquetterie, tendo delicado mosaico sobre o tampo. Aos lados do Trono, assentavam em colunas trabalhadas de jacarandá, dois grandes vasos de Sèvres, com ricas pinturas a esmalte, asas de bronze dourado.
 Dois lustres de bronze dourado, com 12 velas cada um, com figuras esculturadas e mangas de cristal com coroa, iniciais e ramos de fumo e café ornamentavam esta nobilíssima sala do Império, onde os diplomatas e os grandes da corte reverenciavam a S.M. o Imperador. Ali fora o primeiro salão do Império. Ali esplendera em realeza o manto verde do Bragança Brasileiro, como em papo de galo da serra e de tucano o cacique americano.
 Contígua ficava a sala das recepções, dos estrangeiros ou dos Embaixadores, forrada de grande tapete Aubusson, com lindo desenho. Seu mobiliário constava de sofá, quatro poltronas e doze cadeiras de palissandre, (jacarandá), envernizado, guarnecidas de bronze e coroa Imperial, estofadas de damasco e seda lavrado. Dois magníficos dunquerques guarnecidos de bronze dourado a fogo, tampos de mármore e portas de espelho francês, encimados de dois soberbos espelhos de cristal francês, em molduras de palissandres, ornados de bronze dourado, coroa e iniciais. 
 Um dunquerque ostentava dois candelabros com figuras, para cinco luzes, ladeando rica taça cinzelada, tudo de bronze dourado. No outro, dois candelabros de bronze, do mesmo gênero e ao centro uma pêndula dourada a fogo, com figuras esculturadas e dragões, obras de sabido valor. Duas peanhas de jacarandá eram encimadas por vasos de bronze dourado a fogo, com delicado trabalho de cinzel. Dois ricos lustres de bronze dourado pendiam do teto de fino estuque, decorado com medalhões. A um canto da sala, um relógio armário...
 Completava o requinte desta sala o retrato em corpo inteiro de Dom Pedro II, por Raymond Monvoisin de Quinsac, o mais belo e o mais verdadeiro que até 1847 pudera um artista fazer, figurando o Imperador no viço dos vinte e dois anos de idade e sete de governo. 
 Em São Cristóvão os visitantes ilustres e os diplomatas eram recebidos na sala dos embaixadores e levados à sala do trono, quando o cerimonial assim determinava. Fora disso, Dom Pedro II recebia os amigos, ministros, conselheiros de estado e visitantes da terra em seu gabinete, em sua Biblioteca, ou na sala do Conselho do Estado, a das sabatinas. Não raro, também na sua sala de visitas, a de n.º 20 do catálogo do leilão. Não era esta uma sala de estado, antes possuía um cachet da dona de casa. S. M. a Imperatriz lá recebia ministras, consulesas, damas graduadas que a visitavam". 
Fonte: I Anuário do Museu Imperial / Francisco Marques dos Santos, jornais da época e documentos de coleções particulares.

Francisco Marques dos Santos 

Francisco Marques dos Santos nasceu no município de São Gonçalo, Rio de Janeiro, em 1899, era especialista em História da Arte e Numismática. Foi membro do Conselho Consultivo do Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional desde a sua fundação em 1937 e também membro do conselho artístico da prefeitura do Distrito Federal (Rio de Janeiro). Por vários anos dirigiu o Museu Imperial de Petrópolis e atuou ainda como examinador da antiga Escola Nacional de Belas Artes e como consultor nos setores de história da arte e numismática do Dasp. 
 Autor do texto "O Leilão no Paço de São Cristóvão", que se encontra no Anuário do Museu Imperial, o historiador publicou uma infinidade de trabalhos em livros e revistas especializadas, tais como a tese "A Guerra do Paraguai na medalhística brasileira" (1937); "Louça e Porcelana Brasileira", em As Artes Plásticas no Brasil (1952); "O ambiente artístico fluminense à chegada da Missão Francesa em 1816", na Revista do serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (1941); "Artistas do Rio Colonial" e "Contrastes de Prateiros do Rio de Janeiro", na revista Estudos Brasileiros, além de diversos artigos regularmente publicados na Revista Numismática.

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01 outubro, 2012

Repúdio à agressão a D. Bertrand


http://www.brasilimperial.org.br/  (fonte)
CLIQUE EM (+) OU EM TELA CHEIA (QUADRADO NO CANTO INFERIOR DIREITO) PARA AUMENTAR O TAMANHO DAS LETRAS 
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