30 julho, 2012

Monarquias são mais baratas que repúblicas.Dados e fatos




O Em pé, da esquerda para a direita: Príncipe Henrik da Dinamarca, Rainha Paola dos Belgas, Rei Albert II dos Belgas, Rei Juan Carlos de Espanha, Rainha Sonja da Noruega, Rei Harald V da Noruega, Príncipe Phillip, Duque de Edimburgo, Rei Carl XVI Gustaf da Suécia, Grã-Duquesa Maria Teresa de Luxemburgo, Grão-Duque Henri de Luxemburgo, Grão-Duque Jean de Luxemburgo, Grã-Duquesa Josephine-Charlotte de Luxemburgo. Sentadas, da esquerda para a direita: Rainha Silvia da Suécia, Rainha Margrethe II da Dinamarca, Rainha Elizabeth II do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, Rainha Beatrix da Holanda, Rainha Sofía de Espanha.

Dos muitos equívocos atinentes ao regime monárquico, talvez o mais comum resida na falsa noção de que este é mais dispendioso que o regime republicano. Não são poucos os que a mera lembrança da palavra “monarquia” traz à mente imagens de luxo, fausto e ostentação.

Uma das razões para a confusão é o pomposo cerimonial típico da Monarquia Britânica. De fato, graças ao seu aparato, ela é a mais cara de todas elas – e ainda assim, seu custo não pode ser comparado ao de uma República.

A Monarquia Britânica custa anualmente a quantia de U$ 1,20 a cada um dos seus súditos, o preço de um pão no mercado local. Em seqüência vêm as Monarquias Sueca e Belga – US $0,77 –, a Monarquia Espanhola – US $0,74 –, a Monarquia Japonesa – US $0,41 – e a Monarquia Holandesa – US $0,32. A título de comparação, a Presidência dos Estados Unidos custa ao contribuinte americano quase cinco dólares por ano.
No total, em 2006, os cofres britânicos desembolsaram £ 37,4 milhões (R$ 138 milhões) para financiar sua Monarquia. Ao mesmo tempo, as propriedades da Coroa, que pertencem à Rainha e são administrados pelo Governo, renderam no ano passado £ 184,8 milhões (R$ 683 milhões) – ou seja, se a Monarquia fosse abolida na Grã-Bretanha, as contas públicas teriam perda automática de R$ 550 milhões.
Por outro lado, o custo da Presidência da República para o Tesouro Nacional foi avaliado, em 2004, em R$ 2,6 bilhões – a mesma quantia investida em 2006 no Programa Luz Para Todos. Aristide Briand, Primeiro-Ministro francês e maior dirigente do radical-socialismo no começo do século passado, disse certa vez sobre Portugal que era “um país muito pobre para sustentar uma República.”
Eu acho um equívoco dizer que a Monarquia existe para satisfazer os interesses do Monarca. Não é. Existe para os interesses do povo.
                               (Príncipe Phillip, Duque de Edimburgo)
Outro erro usual é a crença de que numa Monarquia o dinheiro dos contribuintes é utilizado para bancar as extravagâncias de uma família. A bem da verdade, nem todos do gastos da realeza são pagos com dinheiro público, mas apenas aqueles inerentes à sua função constitucional. No Reino Unido, por exemplo, grande parte dessa quantia é destinada à manutenção de palácios (Buckingham, Windsor, Holyroodhouse, Hillsborough, St James’s, Kensington), que pertencem ao Estado e são utilizados pela Família Real para cumprir deveres oficiais. Suas residências privadas (Balmoral, Sandringham) são financiados pela renda proveniente da herança da família.
Além disso, não são todos os membros da Família Real que têm suas despesas custeadas pela Lista Civil, mas apenas a Rainha, o Príncipe de Gales, e seus consortes, o Príncipe Phillip, Duque de Edimburgo (£ 340.000 ou R$ 1,25 milhão), e Camilla, Duquesa da Cornualha (£ 2.000 ou R$ 7.300). Em 2006, por exemplo, David Armstrong-Jones, Visconde Linley e Lady Sarah Chatto, filhos da Princesa Margaret, Condessa de Snowdon, e únicos sobrinhos de Elizabeth II, tiveram que vender jóias e obras de arte para ter com o que pagar os impostos sobre herança vigentes no Reino Unido.
Na República, no entanto, são muitas as famílias a sustentar. Um levantamento feito em 1992 pelo jornal Miami Herald mostrou que naquele ano os Estados Unidos tiveram um gasto de mais de US$ 20 milhões em pensões de seus ex-Presidentes ou suas viúvas, sem contar o gasto com a proteção oferecida pelo Serviço Secreto, estimado à época em US$ 18,5 milhões.
No Brasil não é diferente. Nossos quatro ex-Presidentes têm direito legal a empregar oito servidores às custas do erário, além de dois carros oficiais com motoristas.
Nas Repúblicas, ao contrário das Monarquias, não há o respeito pela coisa pública. Suas autoridades “agem segundo a concepção de que, se o erário é do público, e eles são formalmente os representantes do público, podem dispor desse erário como se fosse seu, enquanto forem representantes desse público. Disso resulta, paradoxalmente, que na república a coisa pública não é pública, não é do público, mas de quem o representa[1]”.
A comparação dos custos do regime republicano e do regime monárquico adquire contornos claros quando é observada a situação brasileira. Entre 1840 e 1889 a Família Imperial recebia a quantia de 67 contos de réis mensais, muito embora a arrecadação, nesse período, tenha crescido 15 vezes. No entanto, já em 16 de novembro de 1889, o Marechal Deodoro da Fonseca assinava decreto aumentando a renda destinada ao Chefe de Estado para 120 contos de réis mensais porque, argumentou ele, a renda destinada à Casa Imperial era “muito pouca”.
Com essa renda, Dom Pedro II conseguia manter palácios, servidores e a Família Imperial, além de destinar 30% de todos os seus rendimentos para as vítimas da Guerra do Paraguai e, como mostra o Decreto n.º 5, da República, “pensionar, do seu bolso, a necessitados e enfermos, viuvas e orphãos.” Eram no total 409 pessoas.
Pouco depois de deposto, o Imperador recusou uma indenização oferecida pelo Governo Provisório da ordem de cinco mil contos de réis, o equivalente a quatro toneladas e meia de ouro, com as seguintes palavras: “Que autoridade têm esses homens, que se dizem governo, para dispor assim do dinheiro da nação?”.
Antes, em 1871, quando partiu para sua primeira viagem ao exterior, Dom Pedro II também recusou uma verba de quatro mil contos de réis oferecida pela Assembléia Geral, além de um aumento na dotação da Princesa Isabel, por assumir a Regência. “Espero que o Ministério se apresse em fazer desaprovar o quanto antes semelhantes favores, que eu e milha filha rejeitamos. Respeito a intenção de todos; mas respeitem também o desinteresse com que tenho servido à Nação”, foi o bilhete enviado ao Ministro João Alfredo Corrêa de Oliveira. Na ocasião, a Assembléia Geral também ofereceu um navio de guerra, com escolta de outros três, para a viagem do Imperador. Ele recusou, preferindo viajar em navio de carreira.
Quando um incêndio destruiu parte do Palácio de Windsor, em 1992, Elizabeth II fez questão de pagar pela reforma com seu próprio dinheiro. Da mesma forma, em 1991, Juan Carlos, Rei de Espanha, doou ao patrimônio público um palácio que recebera de presente do Rei Hussein da Jordânia.

[1]    SILVA, Paulo Napoleão Nogueira da. Monarquia na atualidade. In: ________. Monarquia: verdades e mentiras. São Paulo: Edições GRD, 1994. Cap. 7, p. 179.
FONTE:
Bicentenário de nascimento de D. Amelia, Imperatriz do Brasil
PALESTRA "D. AMELIA, A IMPERATRIZ DA ROSA"
 SEGUIDA DE JANTAR DE CONFRATERNIZAÇÃO DO
CÍRCULO MONÁRQUICO DO RIO DE JANEIRO
 dia 31 de julho, 19:30 hrs
 (detalhes no link abaixo)

FORAM CRIADAS TRÊS NOVAS PÁGINAS:
ABAIXO-ASSINADOS:
MONARQUIA X REPÚBLICA

PALÁCIOS:BRASIL E PORTUGAL


ENDEREÇO DO SITE DO CÍRCULO MONÁRQUICO MUDOU PARA http://www.circulomonarquicoriodejaneiro.org/

27 julho, 2012

O Coração de D. Pedro I, monarca, guerreiro e libertador

Escrínio de prata dourada contendo um vaso de cristal que encerra o coração conservado em líquido trocado há cada quatro anos.

1ª INSCRIÇÃO
"A Deus, Ótimo e Máximo, D. Pedro, duque de Bragança, fundador da paz, doador e vingador das liberdades publicas, havendo, por impulso da Divindade, e com a sua grandeza de alma, aportado ás praias do Porto, e tendo alli, pela força do exercito que commandava, e pela grande e quasi incrível ajuda que lhe prestaram os portugueses, vingado ao mesmo tempo, e com justas armas, a Portugal, tanto do tyranno que o opprimia, como de toda a sua fracção, elegendo o duque, por isto mesmo, e ainda em vida, aquelle logar onde tão magnanimamente expoz a própria vida pela pátria, para nelle, depois da morte, descamar o seu coração. Amélia Augusta, amantissima consorte do duque, querendo de boa vontade, e com razão, cumprir o voto de seu esposo, encerrou reverentemente nesta urna os despojos mortaes do coração de seu marido.»
2ª INSCRIÇÃO
…Eu me felicito a mim mesmo por me ver no theatro da minha gloria, no meio dos meus amigos portuguese, d'aquelles, a quem devo, pelos auxílios que me prestaram durante o memorável sitio, o nome que adquiri, e que honrado deixarei em herança a meus filhos. Porto, 27 de julho de 1856"

Há cada dez anos, o coração é revisto por autoridades portuguesas para devidas homenagens, conforme vídeo acima.
Em Portugal, D. Pedro I é conhecido como O Rei-Soldado, por combater o irmão D. Miguel na Guerra Civil de 1832-34, ou O Rei-Imperador. É também conhecido, de ambos os lados do oceano Atlântico, como O Libertador — Libertador do Brasil do domínio português e Libertador de Portugal do governo absolutista.


ABAIXO A CAMA ONDE FALECEU D.PEDRO I









Na capela-mor da Igreja da Lapa, Porto, por trás de pesada porta de bronze, está o coração de D. Pedro IV, oferecido à cidade pela viúva, a Imperatriz Amélia, cumprindo o desejo do marido. 

As chaves da urna estão oficialmente guardadas no Gabinete do Presidente da Câmara Municipal do Porto. A urna de madeira onde se encontra o coração do monarca guerreiro, foi feita à imagem e semelhança da urna original, que também se encontra em exposição na Lapa, e que o transportou de barco desde Lisboa até o Porto em 1835. O monumento onde se encontra é de granito, tirado das pedreiras dos subúrbios da cidade, e foi idealizado pelo arquiteto, Costa Lima. Apresenta de um lado a bandeira de Portugal e do outro lado a do Brasil, ostentando ainda na parte superior as armas do Duque de Bragança.
FORAM CRIADAS TRÊS NOVAS PÁGINAS:

ABAIXO-ASSINADOS:
http://www.circulomonarquicoriodejaneiro.org/p/abaixo-assinados.html 
MONARQUIA X REPÚBLICA
http://www.circulomonarquicoriodejaneiro.org/p/monarquia-x-republica.html

PALÁCIOS:BRASIL E PORTUGAL
http://www.circulomonarquicoriodejaneiro.org/p/palacios-brasileiros-e-portugueses.html

Bicentenário de nascimento de D. Amelia, Imperatriz do Brasil
PALESTRA "D. AMELIA, A IMPERATRIZ DA ROSA"
SEGUIDA DE JANTAR DE CONFRATERNIZAÇÃO DO

CÍRCULO MONÁRQUICO DO RIO DE JANEIRO
dia 31 de julho, 19:30 hrs
(detalhes no link abaixo)
http://www.circulomonarquicoriodejaneiro.org/2012/07/bicentenario-de-nascimento-de-d.html



ENDEREÇO DO SITE DO CÍRCULO MONÁRQUICO MUDOU PARA 
http://www.circulomonarquicoriodejaneiro.org/

26 julho, 2012

A TIARA BRAGANÇA

A tiara pertenceu à nossa segunda Imperatriz, Dona Amélia de Leuchtenberg que, por testamento, legou à sua irmã, a Rainha Josefina da Suécia.
A Tiara Bragança

Tiara Bragança e suas proprietárias: a primeira, D. Amélia de Leuchtenberg - imperatriz do Brasil - e a atual, a Rainha Silvia da Suécia

Bicentenário de nascimento de D. Amelia, Imperatriz do Brasil
PALESTRA "D. AMELIA, A IMPERATRIZ DA ROSA"
SEGUIDA DE JANTAR DE CONFRATERNIZAÇÃO DO CÍRCULO MONÁRQUICO DO RIO DE JANEIRO
dia 31 de julho, 19:30 hrs
 (detalhes no link abaixo)

O ENDEREÇO DO SITE DO CÍRCULO MONÁRQUICO MUDOU PARA http://www.circulomonarquicoriodejaneiro.org/

24 julho, 2012

Monarquia X República - Algumas reflexões

COM AGRADECIMENTOS A JEAN MENEZES DO CARMO, PELO ENVIO DO ARTIGO.
N. do T.: o artigo a seguir é uma transcrição de uma entrevista dada pelo professor Hoppe.

O sistema político que todos fomos ensinados a venerar desde cedo - seja pelas escolas cujos currículos são controlados pelo governo, seja pela mídia serviçal ao estado - é a democracia.
O que quero argumentar aqui é que a antiga forma de governo, a monarquia, não só era muito mais limitada, como também era mais pacífica, menos totalitária e mais propensa ao desenvolvimento de um país do que a democracia.
Democracia x Monarquia
O primeiro ponto a ser enfatizado é: estados - sejam eles monárquicos ou democráticos - não são empresas.  Eles não produzem nada para ser vendido no mercado, e, como tal, suas receitas não advêm da venda voluntária de bens e serviços.
Ao contrário: estados vivem da coleta de impostos, que são pagamentos coercivos coletados sob ameaça de violência.
Portanto, sendo um anarcocapitalista, não sou apologista nem da monarquia e nem da democracia.  Porém, se tiver de escolher um desses dois regimes maléficos, então é seguro dizer que a monarquia tem certas vantagens.
A razão é que os reis eram normalmente vistos pela população como aquilo que realmente eram: indivíduos privilegiados que podiam tributar seus súditos.  E como todos sabiam que não podiam se tornar reis, havia uma certa resistência dos súditos contra as tentativas dos reis de aumentar impostos e expandir a exploração. 
Sob a democracia, surge a ilusão de que nós somos nossos próprios governantes, de que governamos a nós mesmos.  Entretanto, como já deveria estar mais do que claro, sob a democracia também existem soberanos e os súditos desses soberanos.  Porém, o fato de que qualquer um pode potencialmente se tornar um funcionário público é algo que, além de também ajudar a estimular a ilusão de que governamos a nós mesmos, leva a uma redução daquela resistência que havia contra os reis quando estes tentavam aumentar suas receitas tributárias - afinal, o aumento da receita do estado ser-lhe-á favorável caso você seja um dos soberanos.
Há ainda outras desvantagens da democracia.  
Na monarquia, o rei pode ser visto como uma pessoa que considera o país sua propriedade privada, e as pessoas que vivem nele são seus inquilinos, que pagam um tipo de aluguel ao rei.  
Por outro lado, consideremos os políticos eleitos sob um sistema democrático.  Estes políticos não são os proprietários do país da maneira como um rei o é; eles são meros zeladores temporários do país, por um período que pode durar quatro anos, oito ou mais.
E a função de um proprietário é bastante diferente da função de um zelador.  
Imagine duas situações distintas: na primeira, você se torna o proprietário de um imóvel.  Você pode fazer o que quiser com ele.  Você pode morar nele para sempre, você pode vendê-lo no mercado - o que significa que você tem de cuidar muito bem dele para que seu preço possa ser alto -, ou você pode determinar quem será seu herdeiro.  
Na segunda situação, o proprietário desse imóvel escolhe você para ser o zelador dele por um período de quatro anos.  Nesse caso, você não pode vendê-lo e não pode determinar quem será seu herdeiro.  Porém, você ganha um incentivo novo: extrair o máximo possível de renda desse imóvel durante o período de tempo que lhe foi concedido. 
Isso implica que, na democracia, o zelador temporário é incentivado a exaurir o valor do capital agregado do país o mais rápido possível, pois, afinal, ele não tem de arcar com os custos desse consumo de capital.  O imóvel não é dele.  Ele não tem o que perder com seu uso irrefletido.  Por outro lado, o rei, como proprietário do imóvel, tem uma perspectiva de longo prazo muito maior que a do zelador.  O rei não vai querer exaurir o valor agregado de seu imóvel o mais rapidamente possível porque isso se refletiria em um menor preço do imóvel, o que significa que sua propriedade (o país) seria legada ao seu herdeiro a um valor menor.
Portanto, o rei, por ter uma perspectiva de longo prazo muito maior, tem o interesse de preservar - ou, se possível, aumentar - o valor do país, ao passo que um político em uma democracia tem uma orientação voltada para o curto prazo e quer maximizar sua renda o mais rapidamente possível.  Ao fazer isso, ele inevitavelmente irá gerar perdas no valor do capital de todo o país.

Guerras 

As guerras sob um regime monárquico tendiam a ser, como certa vez descreveu Mises, guerras exclusivamente entre soldados, ao passo que as guerras feitas por democracias envolvem o homicídio em massa de civis em uma escala jamais vista na história humana.
Essa diferença tem a ver novamente com o fato de que os monarcas consideram o país como sua propriedade.  Tipicamente, os monarcas faziam guerras para resolver disputas de propriedade.  "Quem é o dono de determinado castelo? Quem é o dono de determinada província?"  O objetivo de uma guerra monárquica sempre era limitado e específico.  
Já as guerras feitas por democracias tendem a ser guerras ideológicas. Ora quer-se liberar um país de alguma ditadura, ora quer-se converter um país a uma determinada ideologia.  E é difícil determinar quando tal objetivo foi de fato atingido.  A única maneira certa de atingi-lo é matando toda a população do país que se está tentando invadir ou ocupar.
Um monarca, obviamente, jamais teria tal interesse, pois ele quer adicionar - ao invés de destruir - uma determinada província, uma determinada cidade ou mesmo um determinado castelo à sua propriedade privada.  E, para atingir esse objetivo satisfatoriamente, é de seu interesse causar os mínimos danos possíveis - afinal, de nada adianta adquirir bens destruídos e sem valor.
Portanto, embora para um monarca fosse mais fácil começar uma guerra, também lhe era mais fácil determinar quando o objetivo havia sido atingido, o que dava fim à guerra.
Nunca houve alguma motivação ideológica que levasse diferentes reis a guerrearem entre si, ao passo que as democracias - assim como as guerras religiosas - são um conflito de civilizações, um conflito de sistemas de valores praticamente impossível de se controlar.
Ademais, as guerras iniciadas por reis eram vistas pelo público meramente como um conflito entre monarcas, uma vez que os reis geralmente dependiam de voluntários para lutarem suas guerras.  Já nas democracias, todo o país participa da guerra, todos os seus recursos são forçosamente desviados para o esforço da guerra e nele são exauridos.
Com a democracia surgiu também o serviço militar obrigatório - uma situação típica em várias democracias atuais -, no qual os indivíduos são obrigatoriamente recrutados e forçados a ir às guerras.  O argumento utilizado para tal escravidão mortal é: "já que agora você tem uma participação no estado (afinal, estamos em uma democracia), você também tem de lutar as guerras do estado".
Já sob uma monarquia as pessoas não tinham uma participação no estado; o estado era visto como pertencente ao rei, sendo os cidadãos uma entidade completamente separada do estado.  Por causa disso, o envolvimento da população nas guerras monárquicas era muito limitado.

Nacionalismo

Erik von Kuehnelt-Leddihn costumava dizer que uma das coisas de que ele mais gostava nos regimes monárquicos era o fato de que havia muito menos nacionalismo - o nacionalismo, obviamente, é uma característica democrática dos séculos XX e XXI.
Sob a monarquia não havia nada de errado em ser, por exemplo, um nobre germânico e ir trabalhar para a czarina da Rússia.  Pessoas que lutavam em vários lados também não eram consideradas "traidoras" da pátria.  
Foi com a ascensão da democracia que tivemos a ascensão da beligerante e inauspiciosa filosofia do nacionalismo.
As altas aristocracias foram, por assim dizer, as pessoas mais "internacionais" da história da civilização.  Praticamente todos os altos nobres eram interrelacionados com aristocratas de outros países.  O Kaiser alemão, por exemplo, tinha relações com os monarcas britânicos e russos.  Todos os soberanos de Europa também tinham, de alguma forma indireta, ligações com Maomé - logo, com países islâmicos.

Quando havia contendas entre monarcas, estas eram vistas como brigas entre famílias.  Sendo assim, o sentimento de nacionalismo era impossível de surgir - até porque, novamente, os nobres eram a mais internacionalista das classes de pessoas que existiam.  Portanto, sentimentos nacionalistas eram totalmente estranhos e atípicos para uma classe como aquela.
 E isso certamente poupou várias vidas e evitou muito empobrecimento.

Hans-Hermann Hoppe é um membro sênior do Ludwig von Mises Institute, fundador e presidente da Property and Freedom Society e co-editor do periódico Review of Austrian Economics. Ele recebeu seu Ph.D e fez seu pós-doutorado na Goethe University em Frankfurt, Alemanha. Ele é o autor, entre outros trabalhos, de Uma Teoria sobre Socialismo e Capitalismo e The Economics and Ethics of Private Property.


Comemoração do Círculo Monárquico do Rio de Janeiro - Palestra e jantar de confraternização dia 31 de julho, 19:30 hrs
 (detalhes no link abaixo)


http://www.circulomonarquicoriodejaneiro.org/2012/07/bicentenario-de-nascimento-de-d.html

O ENDEREÇO DO SITE DO CÍRCULO MONÁRQUICO MUDOU PARA http://www.circulomonarquicoriodejaneiro.org/

18 julho, 2012

Jantar Comemorativo do Bicentenário de nascimento de D. Amélia, 2ª Imperatriz do Brasil

VÍDEO E FOTOS DA PALESTRA E JANTAR DE 31/08
http://www.circulomonarquicoriodejaneiro.org/2012/08/jantar-comemorativo-do-bicentenario-de.html
Comemoração do Círculo Monárquico do Rio de Janeiro - Palestra e jantar de confraternização

Dia 31 de julho de 2012, terça-feira, às 19:30 hrs
Restaurante Siqueira Grill (Copacabana)
http://www.siqueiragrill.com.br/empresa.php,
Rua Siqueira Campos, 16-b - (sala à direita) quadra da  praia
(0xx21) 2255-3446
Buffet com grande variedade de pratos (R$ kg.57,00)

O Jantar será precedido de palestra de aprox. 30 minutos pelo  Prof. Otto  de Alencar Sá Pereira:
"D. AMELIA, A IMPERATRIZ DA ROSA"

Comemoração em São Paulo - Monarquia 21
 http://www.monarquia21.org/
Apresentação biográfica e autógrafo do livro
"O BRASIL COMO IMPÉRIO" 
da  historiadora Claudia Witte 
 19h45 - 31 de julho de 2012 - Restaurante Monet - Rua Fradique Coutinho, 37 - Pinheiros
Convite-adesão R$ 110,00,  através de e-mail contato@majestatis.com.br
  ou telefones  9749-0165 Vivo  5151-0894 Tim  

 

D. Amélia de Leuchtenberg, a "Imperatriz da Rosa" 
D. Amélia


O ENDEREÇO DO SITE DO CÍRCULO MONÁRQUICO MUDOU PARA
http://www.circulomonarquicoriodejaneiro.org/

15 julho, 2012

Palestra Fantástica: A função prática da pompa, dos símbolos e da riqueza

Palestra do Dr. José Carlos Sepúlveda da Fonseca
O Jubileu da Rainha: fascínio dos símbolos, da pompa e da riqueza em pleno sec. XXI, sua admirável função cultural, didática e prática.
TODAS AS OUTRAS PALESTRAS, NA ÍNTEGRA, DO XXII ENCONTRO MONÁRQUICO RJ EM 30/06/2012, ESTÃO NO LINK ABAIXO.

O NOVO ENDEREÇO DO SITE DO CÍRCULO MONÁRQUICO É http://www.circulomonarquicoriodejaneiro.org/

13 julho, 2012

Mudança de endereço do Círculo Monárquico do Rio de Janeiro

O ENDEREÇO DEFINITIVO DO SITE DO CÍRCULO MONÁRQUICO É

 http://www.circulomonarquicoriodejaneiro.org/

Quem digitar no Google

www.circulomonarquicoriodejaneiro


já encontrará os links para o novo endereço

 
(o http:// é acrescentado antes do www automaticamente)

11 julho, 2012

Bélgica noticia XXII Encontro Monárquico (vídeos completos abaixo)

Atualização (11 de julho de 2012)
A notícia sobre o XXII Encontro Monárquico RJ foi publicado no prestigioso site Noblesse et Royautés, da Bélgica.
"Réunion des monarchistes brésiliens autour de la famille impériale"
http://www.noblesseetroyautes.com/nr01/2012/07/reunion-des-monarchistes-bresiliens-autour-de-la-famille-imperiale/ 
Agradecimentos a Dionatan Silveira Cunha, autor do excelente e sempre atualíssimo blog MONARQUIA JÁ

Abaixo a postagem principal, contendo vídeos de todas as palestras:
Com agradecimentos a Cristina Froes, que filmou em alta resolução todas as palestras do XXII Encontro Monárquico RJ, em 30/06/2012 ( fotos também) para o PRO-MONARQUIA,  e disponibilizou seu belo  trabalho também para o   Círculo Monárquico RJ. Assim podemos divulgar o material, tão rico e importante, não só no site do CMRJ, mas também em seu Facebook e em todas as comunidades e grupos monarquistas ligados a nós.


10h00 - Abertura dos trabalhos 


 S.A.R. O PRÍNCIPE D. ANTONIO DE ORLEANS E BRAGANÇA


10h30 - Gênese da monarquia no Ocidente cristão - Prof. Ricardo Luiz S. da Costa

11h45 - 190 anos da Independência: as pesquisas arqueológicas sobre  nossos primeiros Imperadores na cripta do Ipiranga, S.P. pela ,Profª Valdirene Ambiel

12h45 - Almoço


15h30 - Reinício dos trabalhos 


S.A.R. O  PRÍNCIPE D. RAFAEL DE ORLEANS E BRAGANÇA


15h45 - O Jubileu da Rainha: fascínio dos símbolos, da pompa e da riqueza em pleno sec. XXI, sua admirável função cultural, didática e prática. Palestra do Dr. José Carlos Sepúlveda da Fonseca




16h45 - Chá da tarde

17h30 - O Cavalo de Tróia do Ambientalismo 
 Jornalista Nelson Ramos Barretto




18h30 - Encerramento


 S.A.I.R. O PRÍNCIPE IMPERIAL D. BERTRAND DE ORLEANS E BRAGANÇA


FINAL: ENTREGA DOS DIPLOMAS AOS PARTICIPANTES


FOTOS
(com exceção do segundo link abaixo ("O CMRJ NO XXII ENCONTRO MONÁRQUICO"), todas as fotos foram enviadas por Cristina Froes)

No dia seguinte, domingo, foi celebrada uma missa em homenagem ao aniversário de D. Luiz de Orleans e Bragança na Igreja do Outeiro da Glória.
SLIDESHOW DE FOTOS DA MISSA E CUMPRIMENTOS




 APÓS A MISSA, ALMOÇO PRÓ MONARQUIA (1º DE JULHO DE 2012)
PRONUNCIAMENTO DE S.A.I.R. O PRÍNCIPE D. BERTRAND DE ORLEANS E BRAGANÇA


02 julho, 2012

Entrega da Medalha Pedro Ernesto ao Prof. Otto de Alencar Sá Pereira

A Presidente do Instituto D. Isabel I, Laila Vils, presidiu a solenidade de entrega da Medalha Pedro Ernesto, a mais alta honorificência do Poder Legislativo Carioca, ao Prof. Otto de Alencar de Sá-Pereira,Conselheiro-Decano do IDII. A iniciativa é do mandato da Vereadora Sonia Rabello, Sócia Honorária do IDII. Na ocasião, a Vereadora Sonia Rabello entregou o Título de Utilidade Pública Municipal ao Instituto Cultural D. Isabel I a Redentora, que completou 11 anos de atividade em 13 de Maio de 2012. A solenidade ocorreu em 27 de Junho de 2012, na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. O evento foi prestigiado por membros da Família Imperial Brasileira, D Fernando, D. Maria da Graça e D. Isabel, que fez um breve discurso, todos pertencentes ao ramo dinástico da família Orleans e Bragança.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

OBRIGADO PELA VISITA