20 maio, 2012

E DIZER QUE FOMOS ASSIM NO SÉC. XIX...




Para mim que cresci na ditadura militar chega a ser um espanto, uma coisa inacreditável, boa demais para ser verdade. Mas depois paro e penso: realmente NUNCA OUVI FALAR DE POLÍCIA SECRETA OU TORTURA NA ÉPOCA DE D. PEDRO II. E dizer que durou ininterruptos 50 anos. Os republicanos, não achando argumentos sérios para atacá-lo, diziam que os defeitos de D. Pedro II eram: ser sonolento no exercício do poder e interessar-se verdadeiramente só por revistas científicas. Chega a ser pueril e ridículo para um cidadão de hoje. Os antigos romanos eram tão mais espertos: tinham orgulho da erudição de seu imperador Marco Aurélio, o "Rei Filósofo", a quem D. Pedro II foi comparado e, em  sinal de reverência, foram ao Norte da Europa, onde estava, idoso, em campanha militar, e transportaram seus restos mortais para Roma, colocando-o num mausoléu. 
NÃO O EXILARAM COMO OS BRASILEIROS REPUBLICANOS!!!
Talvez essa seja uma das razões  pela qual antigo Império Romano sempre tenha despertado um certo fascínio do público mais erudito e admiração de historiadores, apesar de crueldades que faziam parte da época, e o Brasil, apenas pena e perplexidade:como pode um país tão rico ter um povo tão pobre?
Repetindo, eu cresci achando que o estado de exceção era coisa normal. Democracia era coisa de uns países europeus felizes e distantes. Vargas só se elegeu no terceiro mandato, e depois disso foi sempre uma oscilação entre períodos democráticos e ditatoriais. Quem era adulto num período democrático, tinha memórias de infância da ditadura. Meu falecido pai, que viveu 91 anos, testemunhou pelo menos uns 5 períodos de alternância democrática/ditatorial: PRÉ-VARGAS, DITADURA VARGAS, PÓS-VARGAS, GOLPE MILITAR  DE 1964, PÓS-DITADURA MILITAR. No final não acreditava em mais nada.
Bem, podem alegar que na época, com as repúblicas americana e francesa, parecia uma tendência atual, moderna, progressista. Só que os EUA não tinham nenhuma monarquia nem um imperador como D. Pedro II, e a França, bem a França, nem todos gostam de lembrar do chamado "Período do Terror", no qual segundo li, 800 pessoas caminhavam diariamente para a guilhotina em Paris, inclusive revolucionários e até Robespierre.  A cautelosa Inglaterra não foi atrás.  E não é uma monarquia decorativa. Rainha encontra-se semanalmente com o Primeiro Ministro e mantêm a Câmera dos Lordes, que dura há  vários séculos, composta por aristocratas que eram hereditários e agora são eleitos. E, entre várias coisas, tem um dos sistema de saúde mais  invejados do mundo, inclusive pelos americanos, cujo sistema público de saúde é bem precário, e nós temos o SUS...do qual é melhor nem falar.
(Claudia Virmond Madeira)
Mas na época houve um homem culto, Monteiro Lobato, que previu tudo, e escreveu um artigo que parece ter sido escrito ontem: "A Luz do Baile".
A Luz do Baile por Monteiro Lobato



EVENTOS
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CONFRATERNIZAÇÃO MONÁRQUICA
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REUNIÕES
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Um comentário:

  1. Belo artigo, só gostaria de ressaltar que a Câmara dos Lordes ainda não é eletiva, essa é uma reinvidicação antiga da Câmara dos Comuns e que semana passada foi apresentada como também um desejo de SM Elizabeth II na fala anual do trono na abertura do ano legislativo inglês!

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